Aluno como protagonista: O uso das mídias nas atividades interdisciplinares

Felicitações aos amigos educadores que tem possibilidades de transformar as práticas educativas em saudáveis momentos de relacionamento humano!

Produção Audiovisual – oportunidade de diálogo entre alunos, professores e o mundo.
Consideremos as duas etapas mais comuns para a produção audiovisual; a de concepção: desenvolvimento do roteiro, por escrito, do conteúdo e formato, e a segunda etapa, de realização, que possui as fases de pré-produção, gravação e finalização.

Com essas fases, demarcadas pelas ações no processo de produção do audiovisual, chega-se ao formato final do material. Ter relativo domínio técnico destas fases permite ao educador elaborar junto com alunos materiais que enriquecem os conteúdos e permitem tornar aos alunos protagonistas
, em relação de parceria entre a escola – representada para eles pelo educador – e sua realidade, representada por algum problema concreto documentado pelo material produzido.

A primeira etapa, de concepção, pode surgir a partir de situações propostas pelos alunos em sala de aula, bem como a definição de um roteiro e a problematização das etapas de produção.
A segunda fase também oferece oportunidades, considerando que atualmente até celulares permitem gravações de vídeo que permitem documentar a realidade dos indivíduos.

Tal pré-condição, a de levar os alunos ao papel de protagonistas, permite dar amplitude a ação pedagógica com vistas ao desenvolvimento do respeito mútuo e solidariedade.

Conteúdo Interdisciplinar

Escolhe-se, a partir da abordagem interdisciplinar, trabalhar com problemas reais. Extrapolam-se conteúdos geralmente demarcados por disciplinas e agrega-se uma visão rica em concretude para a aprendizagem.
Um parâmetro dado por Edgar Morin: O Pensamento Simplificador; são conclusões a que chegou esse autor, a respeito da história do estudo das ciências havida de Descartes, Kant, Newton, entre outros.

O pensamento simplificador esclarecido por Morin tem como origem da segmentação do conhecimento em disciplinas, baseia-se na Disjunção – separação do todo em pequenas partes, que segrega o conhecimento por tipo e que da origem às disciplinas. Reducionismo: do complexo ao simples; contemplar uma parte como se fosse o todo, e com isso as chances de erro. Abstração: formalização e formulação das ciências em sala de aula, tornando real aquilo que é virtual, material o que é abstrato. Esses avanços buscavam beneficiar a construção do conhecimento com base racional e visavam aprimorar o processo de conhecimento escolar.
A partir do século XX, algumas práticas tentam superar essa segmentação do cotidiano educativo, com novos paradigmas; são eles:

Transdiciplinaridade: Temas que ultrapassam os limites de uma dada disciplina específica.

Multidisciplinaridade: Prática que envolve abordar através das diversas disciplinas o estudo de certo fenômeno, sem que haja, entretanto, diálogo entre os saberes delas.
Interdisciplinaridade: O assunto é tratado uma ou mais disciplinas; o estudo é dialógico em suas conclusões e na construção do saber ao educando.

Considerando tal abordagem de Morin, a essência da interdisciplinaridade é o diálogo entre os pares das disciplinas na construção desse saber do aluno, com vistas à amplitude que nos dá a ação pedagógica realizada com o ponto de partida em problemas reais.

A interdisciplinaridade tem buscado a construção de um conhecimento que rompe as fronteiras das disciplinas. Não basta integrar conteúdos não seria suficiente, é necessário atitude e postura docente interdisciplinar. Atitude essa de envolvimento, compromisso e reciprocidade diante dos alunos e do conhecimento socialmente produzido.

Ultrapassa-se o saber escolar e segue-se, mediante a chamada dos problemas do entorno para dentro da escola, considerando-se a interdisciplinaridade; chega-se, então, para sua consecução prática, aos Projetos Interdisciplinares com temas oriundos da sociedade e resgatados pelos alunos. Ação didática é da mediação e esperada pelos alunos do pelo professor, na figura de coordenação das suas ações. A ação pedagógica, assim descentraliza-se do professor e passa a ser igualmente dialógica, tal como a relação de diálogo entre as disciplinas.

Projetos Interdisciplinares e Recursos Midiáticos

Projetos que envolvam, a partir de temas transversais tal como Ambiente, Saúde e Ética, não possuem uma “disciplina pai” e nos levam sempre, enquanto professores, partir para elaboração de projetos.

O uso dos recursos midiáticos audiovisuais permitem registros das ações didáticas, tanto no preparo das pré-condições para elaboração dos projetos quanto para sua consecução. São ferramentas que, além de importantes quanto à preservação e registro das informações, depoimentos e participações.

Breve reflexão sobre a minha atuação como docente em projetos

Desenvolvi trabalhos em Educação Ambiental (2008), oficinas de criação literária (2009 a 2011), e de Informática Educacional (2012). Desde 2011, atuo como Professor de Educação Básica da rede pública (Miracatu (até 2011), Peruíbe e Itanhaém. A oportunidade de trabalhar com projetos nas Oficinas foram gratificantes. A riqueza de informações que nos oferecem permitem visualizar oportunidades em qualquer parte onde se venha a lecionar.

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